Parte I
Cientistas da língua mostram que “erros de português” na fala são inexistentes
Você acha que o brasileiro fala mal a sua língua? Quando ouve alguém menos instruído, pensa que ele “assassina” o português? Acredita que foi à escola para aprender a Língua Portuguesa corretamente? Para os cientistas da linguagem, os lingüistas, você pode estar completamente enganado. Os brasileiros aprendem desde cedo que falar certo é falar como se escreve, falar como manda a gramática que tínhamos na época do colégio. A língua parece ser algo complicado, repleto de regras e exceções a serem cumpridas para que se faça bom uso dela. É aí que a Lingüística – a ciência da linguagem – entra em cena para desmistificar o senso comum de que só fala corretamente quem estudou, quem sabe a gramática dos livros.
Em primeiro lugar, é preciso esclarecer os tão recorrentes “erros de português” cometidos pelos falantes da língua. Para lingüistas, não há certo ou errado do ponto de vista da fala. O que existe são variações lingüísticas: maneiras diferentes de expressar a mesma coisa. Segundo o Dr. Luiz Carlos Schwindt, professor do Departamento de Lingüística e Filologia da UFRGS, a Lingüística não opera com parâmetros julgadores de correto ou incorreto: “Não consideramos ‘feio’ ou ‘bonito’ dizer ‘tu fez’ em lugar de ‘tu fizeste’, por exemplo. O que importa é que, do ponto de vista da competência lingüística, não se espera que um falante nativo de português, rico ou pobre, escolarizado ou não, diga algo como ‘tu fiz’. Se o fizer, estará ‘errando’, mas, certamente, este erro de performance tem uma motivação de natureza extralingüística (social, psicológica ou mesmo fisiológica)”, afirma.
Outra crença comum entre a população é a de que devemos basear nosso jeito de falar de acordo com a escrita, que parece ser mais correto e mais respeitoso às regras da língua. Segundo professora da UFRGS, doutora em Letras e pesquisadora de Análise do Discurso, Solange Mittmann, “até hoje, apesar de toda evolução pedagógica e de estudos lingüísticos, encontramos textos do século 19 como exemplos/modelos de bem escrever. Não temos a fala como modelo para a fala, mas temos a escrita como modelo para a escrita e, eventualmente, também para a fala”. Para Schwindt, basear a fala na escrita, em princípio, não faz sentido: “A fala é anterior à escrita tanto na história quanto no desenvolvimento humano. Por outro lado, não podemos negar que falantes que vão à escola, ao longo do tempo, mesmo sem perceberem, mudam sua forma de falar em alguns aspectos. É um efeito retroalimentador da escrita”, sustenta.
Quarta-feira, 30 de Julho de 2008
Nenhum brasileiro fala errado
Parte II
Terrorismo do Português
Para muitos, a Língua Portuguesa é um verdadeiro pesadelo. Mas por que ela parece ser tão difícil se é nossa língua materna? A escola pode estar desempenhando um importante papel para que os falantes sintam-se inseguros quanto à proficiência do idioma. Uma possível ênfase excessiva nas regras e normas do português serviria como repressor das idéias e pensamentos criativos dos alunos, desestimulados por verem apenas erros naquilo que produzem.
Para Solange, o que tem sido tomado como difícil não é a língua em si, mas algo disfarçado de língua, que é ensinado na escola:
- “Um objeto homogêneo, ‘quadradinho’, passível de dissecação e cheio de etiquetas, que devem ser decoradas e devidamente aplicadas à metalinguagem”. Acrescenta que, além disso, há um certo terrorismo, patrocinado por certa parcela da mídia e certa parcela de estudiosos da linguagem, que é o da inacessibilidade de um saber que é vital para alcançar o sucesso profissional. Quer dizer, há coisas que só alguns sabem, mas que todos teriam obrigação de saber: “Daí a multiplicidade de programas de televisão, colunas em jornais e revistas, cursos rápidos, que prometem salvar o cidadão das gafes lingüísticas. O que temos aí é uma imagem de língua como algo apartado do sujeito, como um instrumento, com suas peças e engrenagens devidamente etiquetadas e cada uma com sua função bem definida, num conjunto que funciona sempre da mesma forma. Qual é o cidadão que não vai achar difícil saber tudo isso?”, pergunta.
Os cientistas da linguagem também apontam que o ensino, muitas vezes, aborda aspectos que não dizem respeito ao uso concreto e efetivo que os falantes fazem da língua. Schwindt exemplifica: - “Veja o caso da colocação do pronome oblíquo. Todos aprendem que não se pode iniciar frase com ele (como ‘me dá’ ao invés de ‘dá-me’), mas todo falante nativo de português brasileiro prefere, desde que começa a falar, essa colocação”.
Podemos escrever como se fala? O modernista Oswald de Andrade causou polêmica ao contrariar a gramática normativa na hora de fazer seus poemas. Veja o vídeo:
Terrorismo do Português
Para muitos, a Língua Portuguesa é um verdadeiro pesadelo. Mas por que ela parece ser tão difícil se é nossa língua materna? A escola pode estar desempenhando um importante papel para que os falantes sintam-se inseguros quanto à proficiência do idioma. Uma possível ênfase excessiva nas regras e normas do português serviria como repressor das idéias e pensamentos criativos dos alunos, desestimulados por verem apenas erros naquilo que produzem.
Para Solange, o que tem sido tomado como difícil não é a língua em si, mas algo disfarçado de língua, que é ensinado na escola:
- “Um objeto homogêneo, ‘quadradinho’, passível de dissecação e cheio de etiquetas, que devem ser decoradas e devidamente aplicadas à metalinguagem”. Acrescenta que, além disso, há um certo terrorismo, patrocinado por certa parcela da mídia e certa parcela de estudiosos da linguagem, que é o da inacessibilidade de um saber que é vital para alcançar o sucesso profissional. Quer dizer, há coisas que só alguns sabem, mas que todos teriam obrigação de saber: “Daí a multiplicidade de programas de televisão, colunas em jornais e revistas, cursos rápidos, que prometem salvar o cidadão das gafes lingüísticas. O que temos aí é uma imagem de língua como algo apartado do sujeito, como um instrumento, com suas peças e engrenagens devidamente etiquetadas e cada uma com sua função bem definida, num conjunto que funciona sempre da mesma forma. Qual é o cidadão que não vai achar difícil saber tudo isso?”, pergunta.
Os cientistas da linguagem também apontam que o ensino, muitas vezes, aborda aspectos que não dizem respeito ao uso concreto e efetivo que os falantes fazem da língua. Schwindt exemplifica: - “Veja o caso da colocação do pronome oblíquo. Todos aprendem que não se pode iniciar frase com ele (como ‘me dá’ ao invés de ‘dá-me’), mas todo falante nativo de português brasileiro prefere, desde que começa a falar, essa colocação”.
Podemos escrever como se fala? O modernista Oswald de Andrade causou polêmica ao contrariar a gramática normativa na hora de fazer seus poemas. Veja o vídeo:
Nenhum brasileiro fala errado
Parte III
O brasileiro fala mal?
Ao contrário do que muitos pensam, não é em Portugal que se fala corretamente o português. O brasileiro usa bem a língua, embora de forma diferente daquela idealizada pelos livros e certos profissionais da linguagem. Ele consegue comunicar-se através dela, e essa é função básica e principal de uma língua. Segundo Schwindt, os indivíduos têm capacidade e potencialidade inatas para falar sua língua, independentemente de instrução ou escolaridade: “Mesmo falantes analfabetos, se em condições normais, serão proficientes no seu idioma”.
Schwindt explica ainda que a hipótese equivocada, em termos científicos, de que o brasileiro fala mal tem origem numa concepção de prestígio: “‘Falar bem’, nessa concepção, é usar a norma culta, que é o dialeto utilizado, em geral, pela classe média urbana escolarizada. O que acontece é que, em função das inúmeras diferenças sociais deste país, menos pessoas têm acesso à norma culta, e isso dá essa impressão de que temos muita gente falando mal o idioma. Em outras palavras: pré-conceito!”.
O brasileiro fala mal?
Ao contrário do que muitos pensam, não é em Portugal que se fala corretamente o português. O brasileiro usa bem a língua, embora de forma diferente daquela idealizada pelos livros e certos profissionais da linguagem. Ele consegue comunicar-se através dela, e essa é função básica e principal de uma língua. Segundo Schwindt, os indivíduos têm capacidade e potencialidade inatas para falar sua língua, independentemente de instrução ou escolaridade: “Mesmo falantes analfabetos, se em condições normais, serão proficientes no seu idioma”.
Schwindt explica ainda que a hipótese equivocada, em termos científicos, de que o brasileiro fala mal tem origem numa concepção de prestígio: “‘Falar bem’, nessa concepção, é usar a norma culta, que é o dialeto utilizado, em geral, pela classe média urbana escolarizada. O que acontece é que, em função das inúmeras diferenças sociais deste país, menos pessoas têm acesso à norma culta, e isso dá essa impressão de que temos muita gente falando mal o idioma. Em outras palavras: pré-conceito!”.
Segunda-feira, 14 de Julho de 2008
Segunda-feira, 30 de Junho de 2008
15 Minutos: o humor com cara nova
Para quem acha que a MTV decaiu drasticamente ao alterar sua programação para telespectadores de faixa etária mais jovem (leia-se pré-adolescentes), ainda há uma esperança. O programa 15 minutos, apresentado pelo jornalista e ator de teatro Marcelo Adnet é um prato cheio para quem quer rir com um humor rápido, inteligente e irônico.
O grande trunfo do programa é a simplicidade. Diferente do que o Brasil vem produzindo há anos em termos de humor, o cenário é apenas um quarto, um computador e um coadjuvante, o Kiabbo, que interage com Adnet nas conversas, paródias e reportagens do programa. É esse tipo de humor inteligente que realmente diverte, sem a necessidade de ter alguém vestido com fantasias e imitações baratas para fazer rir. É com dinamicidade e comicidade que a MTV acertou ao produzir 15 Minutos, uma das únicas alterações da emissora que realmente vale a pena ser assistida.
Esse é o primeiro programa (tem que ver até o final!)
O grande trunfo do programa é a simplicidade. Diferente do que o Brasil vem produzindo há anos em termos de humor, o cenário é apenas um quarto, um computador e um coadjuvante, o Kiabbo, que interage com Adnet nas conversas, paródias e reportagens do programa. É esse tipo de humor inteligente que realmente diverte, sem a necessidade de ter alguém vestido com fantasias e imitações baratas para fazer rir. É com dinamicidade e comicidade que a MTV acertou ao produzir 15 Minutos, uma das únicas alterações da emissora que realmente vale a pena ser assistida.
Esse é o primeiro programa (tem que ver até o final!)
Sexta-feira, 6 de Junho de 2008
O brasileiro e a (falta de) política

Seja no jornal, na televisão ou no rádio, há sempre um assunto que domina o espaço das empresas jornalísticas brasileiras: a política. Tudo bem, sejamos mais específicos: a corrupção. Cansados desse bombardeio midiático sobre as novas artimanhas e planos mirabolantes dos políticos para arrancar mais dinheiro da população, os brasileiros passaram a sentir orgulho em dizer que não se interessam por política.
Interessante ver a mobilização pública para discutir o final da novela das oito: a vilã deveria morrer, ser presa, escapar? E o futebol do fim-de-semana, quem não acompanhou? E o caso Isabella? Aqueles monstros, como puderam matar a menina? Engraçado ver tanta comoção e debates calorosos sobre assuntos como esses, completamente alheios ao que acontece nas prefeituras, nas câmaras municipais, no congresso. Voltemos, então, ao futebol, a grande paixão dos brasileiros. Além de não gostar de política, é senso comum que brasileiro também não gosta de argentino - há sempre a rivalidade esportiva com os hermanos. Julgamo-nos tão bons e superiores a eles com a bola, mas como será que nos saímos quando a comparação diz respeito ao engajamento político? As mães e avós das vítimas da ditadura militar continuam protestando em frente à Praça de Maio, por exemplo. Fazer panelaço nas ruas de Buenos Aires é tão normal quanto comprar pão na padaria da esquina. Salários congelados, durante a crise financeira do país, eram sinônimos de placas de ferro em frente aos bancos para evitar a depredação como sinal de revolta da população. Enquanto isso, nós, brasileiros, continuamos, é claro, indignadíssimos com a corrupção: sentados no sofá da sala, de pantufas, acompanhando a eliminação de mais um “herói” do Big Brother Brasil.
Mas não serei tão crítica, afinal brasileiro não fala só de frivolidades. O assunto da moda agora é reclamar dos impostos. Isso faz parte da política, certo? A mídia vem fazendo um alarme gigantesco sobre a volta de CPMF (que vem com o nome de CSS - Contribuição Social para Saúde). Você também deve ter ouvido falar, por mais apolítico que se julgue ser. Mas cuidado, caro leitor, para não ser levado na onda dessa indignação coletiva, orquestrada pelos menudos do DEM. Engraçado como um 0,1% sobre movimentações financeiras – que serve sobretudo para rastrear as movimentações das fortunas mal havidas - virou alvo de repúdio e críticas vorazes de todas as partes. Enquanto isso, só para exemplificar, os 25% de impostos sobre a telefonia e os 18% embutidos nos alimentos passam batidos, por nós e pela imprensa. Pergunto-me se a alta no preço do feijão ou do arroz tem tanta importância para os grandes empresários (incluo aí os próprios donos dos maiores jornais do país) quanto o que acontece em suas contas bancárias. Para quem come caviar e deposita dinheiro em paraíso fiscal, preço de feijão não precisa de indignação nenhuma. CSS sim. E o povo de salário mínimo, de pouco feijão e conta bancária nenhuma, faz coro aos tubarões: 0,1% de CSS é, de fato, um roubo!
E viva a alienação e o analfabetismo político do brasileiro.
Interessante ver a mobilização pública para discutir o final da novela das oito: a vilã deveria morrer, ser presa, escapar? E o futebol do fim-de-semana, quem não acompanhou? E o caso Isabella? Aqueles monstros, como puderam matar a menina? Engraçado ver tanta comoção e debates calorosos sobre assuntos como esses, completamente alheios ao que acontece nas prefeituras, nas câmaras municipais, no congresso. Voltemos, então, ao futebol, a grande paixão dos brasileiros. Além de não gostar de política, é senso comum que brasileiro também não gosta de argentino - há sempre a rivalidade esportiva com os hermanos. Julgamo-nos tão bons e superiores a eles com a bola, mas como será que nos saímos quando a comparação diz respeito ao engajamento político? As mães e avós das vítimas da ditadura militar continuam protestando em frente à Praça de Maio, por exemplo. Fazer panelaço nas ruas de Buenos Aires é tão normal quanto comprar pão na padaria da esquina. Salários congelados, durante a crise financeira do país, eram sinônimos de placas de ferro em frente aos bancos para evitar a depredação como sinal de revolta da população. Enquanto isso, nós, brasileiros, continuamos, é claro, indignadíssimos com a corrupção: sentados no sofá da sala, de pantufas, acompanhando a eliminação de mais um “herói” do Big Brother Brasil.
Mas não serei tão crítica, afinal brasileiro não fala só de frivolidades. O assunto da moda agora é reclamar dos impostos. Isso faz parte da política, certo? A mídia vem fazendo um alarme gigantesco sobre a volta de CPMF (que vem com o nome de CSS - Contribuição Social para Saúde). Você também deve ter ouvido falar, por mais apolítico que se julgue ser. Mas cuidado, caro leitor, para não ser levado na onda dessa indignação coletiva, orquestrada pelos menudos do DEM. Engraçado como um 0,1% sobre movimentações financeiras – que serve sobretudo para rastrear as movimentações das fortunas mal havidas - virou alvo de repúdio e críticas vorazes de todas as partes. Enquanto isso, só para exemplificar, os 25% de impostos sobre a telefonia e os 18% embutidos nos alimentos passam batidos, por nós e pela imprensa. Pergunto-me se a alta no preço do feijão ou do arroz tem tanta importância para os grandes empresários (incluo aí os próprios donos dos maiores jornais do país) quanto o que acontece em suas contas bancárias. Para quem come caviar e deposita dinheiro em paraíso fiscal, preço de feijão não precisa de indignação nenhuma. CSS sim. E o povo de salário mínimo, de pouco feijão e conta bancária nenhuma, faz coro aos tubarões: 0,1% de CSS é, de fato, um roubo!
E viva a alienação e o analfabetismo político do brasileiro.
Terça-feira, 27 de Maio de 2008
Ler, ler, ler

Dizem que brasileiro não gosta de ler. Comparando índices de compras de livros no Brasil e na França, por exemplo, os brasileiros ficam muito atrás dos europeus. Na Bélgica, por exemplo, há sempre alguém lendo um livro no ônibus, nas praças, no metrô. Isso nem sempre acontece por aqui. Aliás, raramente acontece por aqui. Será que é só falta de estímulo à leitura ou há outros fatores que fazem os brasileiros lerem menos?
Aparentemente, há sim. Segundo pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), os consumidores parecem satisfeitos com a situação econômica de suas cidades e vêem com bons olhos os rumos que a economia está tomando. Se a economia vai tão bem, por que não há mais consumo de livros?
Segundo Jeferson Assumção, gerente de articulação institucional do Ministério da Cultura e articulador do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), uma das principais razões para que o índice de leitura no país seja de 1,8 livro por pessoa ao ano é o alto preço dos livros. Você nunca se perguntou o motivo de tantos polígrafos disponíveis na universidade? É pura questão econômica. É caro comprar, mesmo que a produção de um livro não seja tão cara. O governo federal já baixou os impostos para os livros, mas os preços não caíram.
Em declaração ao site “Brasil que Lê”, Assumção afirma que as pessoas dizem que não compram o livro porque ele é caro, mas também ele é caro porque têm poucos compradores de livros. É um círculo vicioso, que reforça o senso comum de que brasileiro ainda não tem a cultura e o hábito da leitura. Claro que não estamos falando de revistas de fofocas ou jornais com as últimas notícias das celebridades, que conquistam um público cada vez maior no país. Enquanto os preços não melhoram, quem gosta de leitura (de livros), vai economizando nas fotocópias. Ou nas bibliotecas, quando elas oferecem o que a gente realmente quer.
Aparentemente, há sim. Segundo pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), os consumidores parecem satisfeitos com a situação econômica de suas cidades e vêem com bons olhos os rumos que a economia está tomando. Se a economia vai tão bem, por que não há mais consumo de livros?
Segundo Jeferson Assumção, gerente de articulação institucional do Ministério da Cultura e articulador do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), uma das principais razões para que o índice de leitura no país seja de 1,8 livro por pessoa ao ano é o alto preço dos livros. Você nunca se perguntou o motivo de tantos polígrafos disponíveis na universidade? É pura questão econômica. É caro comprar, mesmo que a produção de um livro não seja tão cara. O governo federal já baixou os impostos para os livros, mas os preços não caíram.
Em declaração ao site “Brasil que Lê”, Assumção afirma que as pessoas dizem que não compram o livro porque ele é caro, mas também ele é caro porque têm poucos compradores de livros. É um círculo vicioso, que reforça o senso comum de que brasileiro ainda não tem a cultura e o hábito da leitura. Claro que não estamos falando de revistas de fofocas ou jornais com as últimas notícias das celebridades, que conquistam um público cada vez maior no país. Enquanto os preços não melhoram, quem gosta de leitura (de livros), vai economizando nas fotocópias. Ou nas bibliotecas, quando elas oferecem o que a gente realmente quer.
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